Ciclos da vida
Em uma manhã nublada um senhor de idade contempla a paisagem que cai à sua frente. Sentado, de pernas cruzadas, em frente a um lago, o velho divaga enquanto as folhas voam e pequenas ondas se formam no lago devido ao sopro de assovio do vento.
Não demora muito uma criança, que passava perto do lago, se põe a olhar para o velho. Vê aquela figura imóvel e franzina, e se questiona o porque daquela posição e semblante de tristeza. É algo incompreensível para uma criança. Com curiosidade inerente aos pequenos, se aproxima do velho e pergunta:
- Senhor, por que contempla o lago dessa forma? Posso ver sua tristeza refletida nele...
O velho diz:
- Pequeno, penso em muitas coisas. Mas tenho focado meus pensamentos na vida que levei. Esse lago esteve comigo por toda a vida e refletiu todos os meus sentimentos, é meu amigo, meu conselheiro.
- Ah, então o senhor busca conselhos?
- Sim, conselhos...Estou pescando conselhos. Jogo minhas indagações nesse lago e não demora muito até fisgar uma resposta, um conselho ou uma palavra de conforto.
- Não entendo, senhor. É possível um mero lago te dar isso?
- É sim, criança. Quando fisgo esse "peixe" que o lago me dá, alimento minha alma e sei que estou pronto e forte para continuar vivendo o tempo que me resta.
- Posso eu então pescar no lago, senhor?
- Pode, pequeno. Sente-se aqui na grama e sinta-se a vontade para compartilhar com seu amigo sereno todos os seus problemas. Ele vai te responder e te tornar forte.
Por um momento um vento forte soprou com força todas as folhas que haviam ali no chão, levantou-as num redemoinho e cegou a visão da criança por alguns instantes. Protegendo seus olhos com suas pequeninas mãos, a criança ficou parada assim até que o vento parasse.
Ao abrir os olhos, o velho não estava mais ali. Em seu lugar havia três pedras brancas. O pequeno tomou as pedras nas mãos e como se soubesse o que fazer, lançou-as ao lago. Sentiu uma brisa em seu rosto, que parecia lhe agradecer pelo feito.
O pequeno sabia agora que havia feito o que era correto. Entregou ao lago a sabedoria do velho, para assim, ajudar mais pessoas com suas indagações sobre a vida. Desde então, todas as tardes a pequena criança foi ao lago para ter seus momentos de reflexão, até não mais ser uma criança e se tornar um senhor como o que havia conhecido naquela ocasião.
Não demora muito uma criança, que passava perto do lago, se põe a olhar para o velho. Vê aquela figura imóvel e franzina, e se questiona o porque daquela posição e semblante de tristeza. É algo incompreensível para uma criança. Com curiosidade inerente aos pequenos, se aproxima do velho e pergunta:
- Senhor, por que contempla o lago dessa forma? Posso ver sua tristeza refletida nele...
O velho diz:
- Pequeno, penso em muitas coisas. Mas tenho focado meus pensamentos na vida que levei. Esse lago esteve comigo por toda a vida e refletiu todos os meus sentimentos, é meu amigo, meu conselheiro.
- Ah, então o senhor busca conselhos?
- Sim, conselhos...Estou pescando conselhos. Jogo minhas indagações nesse lago e não demora muito até fisgar uma resposta, um conselho ou uma palavra de conforto.
- Não entendo, senhor. É possível um mero lago te dar isso?
- É sim, criança. Quando fisgo esse "peixe" que o lago me dá, alimento minha alma e sei que estou pronto e forte para continuar vivendo o tempo que me resta.
- Posso eu então pescar no lago, senhor?
- Pode, pequeno. Sente-se aqui na grama e sinta-se a vontade para compartilhar com seu amigo sereno todos os seus problemas. Ele vai te responder e te tornar forte.
Por um momento um vento forte soprou com força todas as folhas que haviam ali no chão, levantou-as num redemoinho e cegou a visão da criança por alguns instantes. Protegendo seus olhos com suas pequeninas mãos, a criança ficou parada assim até que o vento parasse.
Ao abrir os olhos, o velho não estava mais ali. Em seu lugar havia três pedras brancas. O pequeno tomou as pedras nas mãos e como se soubesse o que fazer, lançou-as ao lago. Sentiu uma brisa em seu rosto, que parecia lhe agradecer pelo feito.
O pequeno sabia agora que havia feito o que era correto. Entregou ao lago a sabedoria do velho, para assim, ajudar mais pessoas com suas indagações sobre a vida. Desde então, todas as tardes a pequena criança foi ao lago para ter seus momentos de reflexão, até não mais ser uma criança e se tornar um senhor como o que havia conhecido naquela ocasião.
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