Posto de inconveniência
Você deve ter na sua vida aquele tipo de pessoa inconveniente, chata, mala, pé no saco, pentelha e tantos outros inumeráveis adjetivos. E com certeza você já deve ter se perguntado se é destino, se você atrai esse tipo de gente e tal. Mas como seria se esse tipo de pessoa não existisse e tivéssemos um: Posto de inconveniência?
Vamos lá, hora de vivenciar:
a = atendente | v = você
a - Olá, boa noite, senhor. Em que posso lhe ser inútil?
v - Na verdade, eu estava só de passagem, mas como meu dia foi muito tranquilo, precisava que você me torrasse o saco.
a - Claro, senhor. Temos vários tipos desse produto, o que vai ser? Temos observações totalmente desnecessárias, saias justas, destruição da auto-estima e frases burras completamente aleatórias. O que acha?
v - Hum. Interessante, hein? Deixe-me pensar um pouco…Hum…Err…Vou querer observação totalmente descenessária!
a - É pra já, senhor. Deixa-me escolher uma que melhor te atenda. Só um minutinho…Ah, pronto! Aqui está!
a - Estamos vendendo escovas de dentes e cremes dentais, sugiro que o senhor leve esses produtos, afinal, o senhor está com um bafo de bosta dos infernos. Eu diria até que acredito que o senhor anda plantando bananeira pra cagar pela boca.
v - Nossa! Mas vocês são óptimos, já comecei a me sentir mal. Me manda uma frasse burra e totalmente desnecessária?
a - O senhor tem malhado (com cara e voz de empolgação)?
v - Não, faz algum tempo que não faço atividades físicas.
a - É, eu percebi, ia dizer para o senhor começar logo porque está parecendo o Geléia dos caça fantasmas.
v - Uau, curti o atendimento. Toma o pagamento, e pode ficar com o troco, estou me sentindo um verdadeiro lixo, não sei o que faria se não fosse pelo serviço de vocês. Muito obrigado!
a - Obrigado o caralho. Volte sempre!
Servição de utilidade pública, né?!

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